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  • Jaqueline Dulce Pacheco

ARTIGO PARA EMPREENDEDORES: CONFRARIAS - NETWORKING COMO NEGÓCIO


CONFRARIAS

NETWORKING COMO NEGÓCIO




Orientador: Alexandre Abicht

Faculdade CNEC Gravataí

Nota: 9,9


Resumo: O presente artigo tem por finalidade apresentar grupos de empresários e/ou empreendedores, indivíduos que possuem interesse em manter contatos em uma rede socializada e presencial transformando seu networking em uma ferramenta de negociação potencializada. Ao passo que essa necessidade aumenta, é reinventada a roda, onde novos atrativos é posto a disposição destes participantes e fazendo disso o próprio negócio. Para a realização dos procedimentos metodológicos deste artigo foi aplicado uma pesquisa com treze (13) questões qualitativas para um grupo de vinte (20) empresários da região metropolitana de Porto Alegre. Todos empresários oriundos ou com algum tipo de envolvimento com startup.

Palavras chaves: Networking, confrarias, startups

  1. INTRODUÇÃO

A pesquisa destinada a este artigo busca identificar perfis de empreendedores e/ou empresários que possam se interessar pelas chamadas reuniões de networking, mais conhecidas como confrarias, onde negócios dos mais variados nichos podem encontrar-se em agrupamentos seletivos com intuito de fortalecimento das suas redes de contatos.

Segundo dados do Fundo monetário Internacional, divulgados no Jornal G1 em fevereiro deste ano, a previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolha em torno de 3.5% ainda este ano. Para muitos empresários, essa é uma ótima alternativa para desenvolver novas estratégias comerciais e reforçar seus conhecimentos em outras áreas. Grupos fechados ou semi - abertos focados em business.

No artigo Vencer: questão de decisão!(2016) do blog vitall-log, o diretor executivo da empresa Vitall-log Inteligência Aplicada a negócios, Sândro Santos afirma que:

“é preciso que haja mais heróis, mais empreendedores, mais pessoas dispostas a desafiar o sistema, a vencerem pela luta diária, sem usarem de mecanismos ilícitos ou facilidades que em seu benefício prejudiquem uma legião de outros”, SANTOS (2016).

O autor ainda refere-se à importância que tem a grande massa definitivamente parar de falar em crise e começar um movimento de assuntos construtivos e enriquecedor, saindo de círculos viciosos e migrando para círculos virtuosos.

Santos (2016), afirma em seu artigo que o foco está em propiciar business de forma inteligente, gerando novos negócios de maneira assertiva e colocando pequenos empresários e/ou novas startups, de frente com possibilidades efetivas. No artigo, o autor refere-se a uma realidade muito presente no seu dia-a-dia:

“Todos os dias me deparo com ideias espetaculares, pessoas fantásticas, negócios de grande futuro, mas, muitos, embora tenham criado sua história sem a ajuda de ninguém, mesmo já sendo vencedores, insistem em pensar e voar baixo, insistem em se imporem medos desnecessários, limitações inexistentes e sofrimentos prévios sobre coisas que nunca existiram ou existirão!” SANTOS (2016).

Percebe-se a formação de grupos de networking com propósitos de driblarem a crise, como afirma a matéria publicada no caderno economia da CBN, globo digital, pelo jornalista Leandro Resende (2016), o autor ainda afirma que:

“Em meio à crise que assola o Brasil, empreendedores resolveram se unir para expandir a rede de relacionamentos e discutir formas de aumentar a produtividade de seus serviços. Nos chamados clubes de networking, os empresários trocam contatos, saberes e debatem saídas para os problemas financeiros”. RESENDE (2016).

RESENDE(2016) refere-se ainda aos clubes de networking com uma alternativa inteligente não só de ajustar seu negócio diante da crise econômica mas também como uma troca de informações onde cada empresário contribui e enriquece o empreendimento um do outro .

Sendo assim, busca-se entender melhor o que são clubes de networking e confrarias e seus movimentos em prol de uma rede de contatos socializada e direcionada. Atribui-se uma pesquisa onde é possível identificar o real interesse dos empresários da Região Sul do país, através de uma amostra realizada nas mais diversas cidades da região metropolitana.


  1. REFERENCIAL TEÓRICO

Percebe-se que o assunto Networking é bem compreendido e comum, porém na pratica, construir uma relação de confiança e que possa edificar relações corporativas torna-se por vezes inviável, de acordo com a matéria da revista exame.com, onde o tema é “Recomendação profissional: não arrisque sua credibilidade” publicada em abril de 2013 por Nina Neves, onde afirma que:

A responsabilidade é grande, sim, porém o comum é que a referência profissional seja vista como um instrumento de checagem do que foi dito e observado...”NINA NEVES (2013)

MANGI (2004), afirma em sua tese que a cultura brasileira vive um dilema entre o que a sociedade impõe como individuo e o que de fato é a pessoa, onde a consequência é um sistema com uma sociedade dividida porém de forma nivelada, DaMATTA, 2001, p.96-97, citado por MANGI (2004) diz que divide-se “entre duas unidades sociais básicas: o indivíduo (o sujeito das leis universais que modernizam a sociedade) e a pessoa (o sujeito das relações pessoais, que conduz ao polo tradicional do sistema)".

MANGI (2004) ainda afirma que confrarias, conceitualmente, são resultados de observações feitas por indivíduos pertencentes a âmbitos corporativos, nascidas da necessidade de relações sociais:

“A confraria, como construção teórica, é resultado de uma observação atenta das complexas relações sociais que ocorrem no âmbito interno de algumas organizações nacionais e multinacionais no Brasil”. MANGI (2004).

De acordo com a matéria do caderno economia da CBN, globo digital pelo jornalista Leandro Resende (2016), no atual panorama econômico do país, percebe-se profissionais em uma procura ainda maior por pertencer a grupos de networking, com trocas de informações e que agreguem conhecimentos, o autor ainda afirma que:

“Na tentativa de reinventar o setor de Tecnologia da Informação, que tem visto constantemente seus profissionais irem atuar fora do Brasil, a entidade passou a organizar grupos de encontro para debates. As reuniões ajudam a capacitar empreendedores e empresa”, RESENDE (2016).

Entende-se como um possível empecilho, de acordo com Leandro Resende, o valor cobrado para fazer parte destes grupos de contatos profissionais, podendo girar em torno de três mil reais a inscrição, e sendo inviável para muitos empreendedores.

Geradores de conhecimento, esses grupos se colocam no mercado com grandes diferenciais, é possível perceber uma crescente das chamadas “confrarias” que entre seus objetivos, alguns deles se destacam pelos seus diferenciais, dentre eles: networking arrojado e direcionado, orientações ou mediadores, investidores, mentoring entre outros como cases de sucesso e canais de youtube com foco em gestão. E segundo Resende (2016),


Para aqueles que querem empreender e participar desse tipo de iniciativa, entre as dicas de especialistas estão não ter vergonha de conversar sobre a sua ideia, exercitar a criatividade e mapear as demandas por serviços e produtos.“ RESENDE (2016).


Percebe-se que tal crescimento, vem alavancando outro ranking que traz para essa realidade – as startups, empreendedores motivados por um interesse: a troca de informações e contatos mais efetivos, segundo ABStartups - Associação Brasileira de Startups (2016), o Brasil é o 12º no ranking de startups, o Brasil opera atualmente com 4180 Startups, sendo São Paulo em 1º lugar e o Rio Grande do Sul o 3º no ranking brasileiro.

Segundo RESENDE (2016), empresários em grupos como estes se inspiram a colocar em prática suas ideias e transformá-las em negócios. E a partir daí os eventos como confrarias e clubes se adaptam e levam maiores informações, conectividade, conhecimento para alavancagens que necessitam de agilidade e rapidez transformando-se em incubadoras melhoradas e pró - ativas.


  1. NETWORKING ARROJADO E DIRECIONADO

Arrojado e direcionado porque é um grupo de pessoas previamente selecionadas antes de serem convidadas a fazerem parte, seja por nicho, seja por afinidade comercial, de acordo com o IBGTR – Instituto Brasileiro de Governança Trabalhista, em uma entrevista realizada com Marx Dixon, o Fundador e CEO da Regus, onde o tema foi “A melhor forma de networking é ir direto ao ponto”, Dixon, afirma que:

“O desafio do networking, porém, não é ampliar ao máximo sua rede, mas conhecer as pessoas certas no contexto certo. Por isso, apesar de reunir algumas das figuras mais influentes do planeta, o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, por exemplo, não necessariamente é a melhor oportunidade do mundo para fazer contatos.”

“Networking eficaz não tem a ver com criar intimidade com nomes de peso. As pessoas que você precisa conhecer nem sempre são as que acha que deveria conhecer. Com algumas perguntas, em um momento oportuno, você poderá descobrir que o porteiro ou o estagiário é o intermediário certo para chegar a um contato importante, por exemplo.” IBGTR (http://www.ibgtr.com.br/a-melhor-forma-de-networking-e-ir-direto-ao-ponto).

De acordo com a exame (2016), nem sempre é fácil fazer networking:

“Fazer networking é muito difícil: são raros os profissionais que realmente cuidam das suas redes de contatos de forma estratégica, mesmo entre aqueles que já acumulam décadas de experiência no mercado. Para um jovem universitário ou recém-formado, o desafio vem em dobro. Por ter tido poucas vivências profissionais até o momento, ele conhece um número reduzido de pessoas e acredita que não tem muito a oferecer a elas em troca de uma oportunidade”. EXAME (2016).

Diniz (2013), no artigo publicado em seu blog, afirma que para alcançar um networking direcionado e positivo é imprescindível definir o público alvo.


“No caso de uma rede de contatos comercial ou profissional, o foco principal é determinar o tipo de público alvo que deseja atingir.” DINIZ (2013).


  1. ORIENTAÇÕES OU MEDIAÇÕES

De acordo com o site investidor de Portugal:

São negócios que se baseiam nos contactos e nos serviços adicionais que prestam, para poderem colocar vendedores em contacto com compradores ou vice-versa.” INVESTIDOR DE PORTUGAL.

De acordo com o site investidor de Portugal, entende-se que no momento em que há apresentações é também conduzido possíveis relações comerciais e ou de parceria, todas orientadas por mediadores que estarão acompanhando os grupos.

Segundo o site do investidor ainda que esses serviços prestados por este tipo de profissional, também conhecidos como brokers, sejam bem conhecidos, também podem ser dos mais variados possíveis desde Avaliação de empresas, divulgação da oportunidade de negócio, procura de potenciais compradores, mandatos de representação em nome de investidores, acompanhamento da transação entre outros.

Forte, consultor e professor universitário, em seu artigo sobre “Os principais erros de um broker” afirma que nem sempre um mediador possui as competências necessárias para tal. Segundo Forte:

“Nem sempre um bom Agente dá um bom Broker, nem sempre um bom Broker dá um bom Agente”, FORTE.

Forte defende que cada função possui competências diferentes e que nem sempre podem ser desenvolvidas pelo mesmo profissional.


  1. INVESTIDORES

Investidores anjos são convidados a participar destes eventos, muitas vezes sem serem identificados, para que possam conhecer ao máximo seu possível projeto a ser investido sem serem influenciados. Segundo o site anjosdobrasil.net, que realizou uma pesquisa onde traz o perfil de investidores anjo brasileiros, pode-se dizer que:

“Número de investimentos efetuados: 43% dos investidores anjos investiram em mais de um projeto. Apenas 21% investiram em apenas um projeto até a data. A média de investimentos já efetuados ficou em 2,7 projetos; Montante investido: cada investidor anjo aplicou uma média de R$ 208.426 mil em projetos de startups inovadoras; Interesses: A pesquisa também levantou os setores de interesse dos investidores. Cerca de 52% dos entrevistados responderam ter interesse na área de TI; 36% em aplicativos para smartphones; 43% em saúde/biotecnologia; 41% em educação; 36% em e-commerce; 37% em energia; 27% em entretenimento e indústria; e 23% em outros setores. Os investidores pesquisados puderam indicar mais de um setor de interesse”, SITE ANJOS DO BRASIL (2016).

Através da pesquisa, percebe-se um amadurecimento dos investidores, e com uma presença significativa destes investidores, porém ainda mais experientes e até mesmo uma previsão superior de investimento.

RUFINO (2014) afirma em sua matéria para Exame.com que:

“Os investidores encaram a experiência em gestão como uma das características esperadas de um candidato a receber aporte — mas não a mais importante. Na visão deles, é fundamental que o empreendedor tenha clareza sobre como seu negócio irá gerar receitas — e em quanto tempo elas cobrirão os custos”, RUFINO (2014).

RUFINO (2014), ainda afirma que nos últimos anos, investimentos de risco tem ganhado força no Brasil, crescimento este que se percebe também no aumento de incubadoras e aceleradoras nos últimos anos conforme estudo realizado em 2016 pela ANPROTEC em parceria com o Sebrae, ANPROTEC (2016).

  1. MENTORING

A SBC - sociedade brasileira de coaching (2016), afirma através de Vilela da Matta, Fundador e Presidente da SBC, que mentoring e coaching são processos conhecidos no mercado corporativo para desenvolver as qualidades esperadas nos executivos.

Entende-se por um grupo de profissionais previamente selecionados e convidados a participar, ficam dispostos a contribuir com seus serviços e orientando possíveis tomadas de decisões nos negócios daqueles que se proporem a aprender.

MARQUES (2016), em uma matéria para o IBC – Instituto Brasileiro de Coaching, afirma que Mentoring é uma espécie de tutoria onde um profissional mais velho e mais experiente orienta e compartilha com profissionais mais jovens, que estão iniciando no mercado de trabalho ou numa empresa, experiências e conhecimentos no sentido de dar-lhes orientações e conselhos para o desenvolvimento de suas carreiras.

De acordo com Maurício Cardoso, co-fundador do Clube do Networking, citado na matéria concedida ao Guia do Estudante por Claudia Gasparini, levanta características e funções de mentoring. Ao citar Cardoso, Claudia afirma, que:

“...mentores, isto é, as pessoas que já chegaram aonde você quer chegar e podem “patrocinar” a sua carreira. Professores da faculdade, altos executivos da sua área e ex-chefes são os exemplos mais típicos”.


  1. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para a realização dos procedimentos metodológicos foi realizada uma pesquisa exploratória de natureza qualitativa com a aplicação de um questionário, conforme anexo 01, onde trata-se do interesse de empresários a participar deste tipo de evento e o que esperam, onde pode-se conhecer o perfil do entrevistado e seu potencial, seja como participante ouvinte, seja como participante patrocinador. O questionário foi respondido por 20 empresários dos mais variados segmentos, dentre estes, algumas startups.

Este capítulo apresenta a metodologia e a análise do questionário entregue pessoalmente, com visita previamente agendada e localizados nas mais variadas cidades da região metropolitana de Porto Alegre.

A pesquisa foi realizada entre os dias 07 de outubro de 2016 a 13 do mesmo mês.



  1. ANÁLISE DE RESULTADOS

Após a aplicação do questionário, foi realizada a tabulação com os dados informados, buscando compreender a partir de análise, os dados coletados.

Ao analisar o que buscam encontrar num evento de networking, verifica-se um grande interesse em conhecer novos negócios e ampliar seus contatos, além de esperarem encontrar eventos com formatos direcionados a startups e assuntos multidisciplinares na gestão.

É possível evidenciar nos relatos descritos abaixo, suas reais intenções com a participação neste tipo de evento e seus interesses em interagir com o meio quando questionado devidamente:

“Evento inovador e com alto índice de sucesso, além da troca de informações e ampliação do networking, tão importante nos dias atuais.”

“Sim, tenho grande interesse em participar deste tipo de evento e poder interagir de alguma forma, seja podendo ser orientado, seja momento vip com palestrantes”.

Coimbra (2007) afirma que os processos de mudanças que ocorrem no mundo de forma globalizada, atingem diretamente as ações de mercado. O autor ainda afirma que os clientes têm mudado sua forma de consumo, seu estilo de compra, seus tipos de necessidades e parâmetros de observações dos produtos e suas marcas.

A partir do conceito de Coimbra (2007), percebe-se que o público consumidor das confrarias, também passou por seus processos de mudanças e buscam constantemente por novas alternativas que promovam relacionamentos corporativos saudáveis, eliminando atravessadores e os colocando frente a frente com possíveis clientes e/ou fornecedores, prestadores de serviços.

Ao questionar a percepção sobre eventos que promovam networking, percebe-se uma aceitação e interesse em participar destes grupos. MANGI (2004) afirma que os grupos informais de networking são a tradução do meio onde estão inseridos e que seu poder de influência precisa ser investigado de maneira ampla.

Resende (2016) assegura que nos grupos de networking, os empresários trocam contatos, conhecimentos e discutem saídas estratégicas para os problemas financeiros, todos possuem interesse em participar de eventos que promovam o networking, e pode-se constatar observando os seguintes relatos:

“Evento inovador e com alto índice de sucesso, além da troca de informações e ampliação do networking, tão importante nos dias atuais.”

“Com certeza a empresa teria interesse em participar de eventos como este, certamente os resultados poderão ser medidos a curto, médio e longo prazo.”

Marco Aurélio Ribeiro, coordenador de Mercado, Inovação e Empreendedorismo do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, citado por Resende (2016) diz que são iniciativas elogiáveis e propícias aos momentos de crise, não podendo ficar parados, lamentando-se diante do cenário econômico do país. Percebe-se a aplicação em todos os segmentos, sem distinção de tempo de mercado desde empreendedores iniciantes à empresários de estabelecimentos de grande porte.

Constata-se nas transcrições abaixo dos empresários, um vislumbre de seus interesses para esta classificação de evento:

“A multidisciplinaridade é muito importante e faz parte de um sistema ecológico de funcionamento da gestão”

“Gostaria de participar de eventos focados em Startups porque demonstram ser uma alternativa rápida, eficaz e desafiador. Os riscos são maiores, mas quando de sucesso, o resultado financeiro é garantido.”

De acordo com Resende (2016), pequenos empreendedores podem até encontrar dificuldades para ingressarem nestes grupos, devido às altas taxas de adesão, mas para os que se permitem empreender neste tipo de iniciativa deve aproveitar e exercitar sua criatividade, desmantelando vergonhas e aproveitando para aprofundar-se em novos conceitos, mapeando novas demandas por serviços e produtos.

Ao investigar qual o potencial em adesão como patrocinador, apoiadores ou associados, percebe-se que empresários que responderam que o evento deveria acontecer em Porto Alegre, também possuem um grande interesse em aportar valores significativos para viabilização de eventos como este e, por consequência, disseminação da sua marca como nos relato abaixo:

“Este é o tipo de evento que deve acontecer em grandes centros e capitais, como Porto Alegre para maior visibilidade”.

“Investiria em torno de R$ 10.000,00 porque poderia aproveitar o evento para fazer marketing direto e indireto com empresas participantes, maximizando as probabilidades de negócios. Além de viabilizar um evento que faz a economia girar e sem depender de questões políticas. Uma iniciativa totalmente privada e com foco nas necessidades das empresas, empresas estas, que garante a maior parte da renda das famílias brasileiras.”

“Eventos como este precisa acontecer em Porto Alegre, devido a localização estratégica”.

“Investiria até R$ 8.000,00 para poder estar de frente com oportunidades de negócios reais”.

“Com exposição na mídia e oportunidade de negócios, até R$ 10.000,00 seria um valor possível de investimento”.

Referente aos dados apurados nesta pesquisa, no que tange o perfil de empresários que participam destes eventos de networking, nota-se a partir dos relatos citados acima, que a procura é ainda maior por empreendedores auto desafiadores e com inclinação a interessar-se por inovação. Verifica-se ainda sugestões para que o evento aconteça com certa periodicidade, num prazo médio para cada edição de três meses.


  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As "confrarias" são um fenômeno singular, mas, certamente, há pontos comuns entre essa interpretação e a noção de grupos informais, elemento presente em muitas correntes do pensamento organizacional, MANGI (2004).

O propósito destes grupos até então informais, começa a dar espaço a ideais afinados com objetivos corporativos que vão além da socialização do indivíduo, estendendo-se ao aperfeiçoamento das relações sociais e comerciais.

Longe de ser visto como um simples estereótipo ou expressão pejorativa, o termo "confraria" é tratado como um construto teórico capaz de reunir e integrar um conjunto rico de elementos com significativo poder de explicação das singularidades que distinguem as "confrarias" da noção mais convencional de grupos informais e, consequentemente, do seu papel e do seu poder de influência nas organizações, MANGI (2016).

Entende-se, portanto que esta é mais uma ferramenta a disposição de empresários que buscam agregar conhecimentos e desenvolver grupos de networking fidedignos ao seu propósito comercial.

Percebe-se uma crescente busca de conhecimento no campo das startups e/ou novos empreendedores que possuem ideias inovadoras mas que ainda não sabem exatamente como por em prática e/ou abrir mercados, partem somente de seus insights, bem como, empresários já consolidados mas que possuem interesse em “fornecer para”, investir e/ou desenvolver estes novos negócios.

Por isso, conforme apresenta este artigo, confrarias e ou grupos de networking são de fato uma via de negócios aceleradora onde ambas as partes saem ganhando.


REFERÊNCIAS

ABSTARTUPS - Associação Brasileira de Startups. É sempre bom dar o Start. Edição 113, Julho/Agosto de 2016, página54, por Nájia Furlan.

ANPROTEC. Disponível em:

http://anprotec.org.br/site/menu/incubadoras-e-parques/

COIMBRA, Anchieta. Atendimento: O maior diferencial competitivo do mercado. New Date Agency. Brasília, 2007.

DaMATTA, R. O que faz o Brasil, Brasil. Rio de Janeiro: Rocco, 2001. p.96-97.

DINIZ, Marisa Fonseca. Networking Positivo. 2013. Disponível em:

HTTP://MARISADINIZNETWORKING.BLOGSPOT.COM.BR/2013/06/NETWORKING-POSITIVO.HTML

EXAME.COM, Revista Digital. 5 Regras de networking para quem está em início de carreira. Disponível em:

http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/5-regras-de-networking-para-quem-esta-em-inicio-de-carreira - 23/09/2016 06:00

EXAME.COM, Claudia Gasparini. Disponível em:

http://guiadoestudante.abril.com.br/pos-graduacao/5-dicas-networking-quem-esta-inicio-carreira-968344.shtml, Claudia Gasparini, de EXAME.COM | 26/09/2016 12h 24

FORTE, Massimo Forte, Disponível em:

http://www.massimoforte.com/os-principais-erros-de-um-broker/

G1/GLOBO, disponível em: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/02/pib-do-brasil-tera-2-pior-desempenho-do-mundo-em-2016-aponta-fmi.html

IBGTR, Instituto Brasileiro de Governança Trabalhista. A melhor forma de networking. Disponível em:

http://www.ibgtr.com.br/a-melhor-forma-de-networking-e-ir-direto-ao-ponto.

MANGI, Luis Claudio Miranda. As "confrarias" como um fenômeno organizacional brasileiro: uma reflexão sobre significados. Tese de mestrado pela EBAPE/FGV 2004. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-39512004000200008

MARQUES, José Roberto. 2016. Disponível em:

http://www.ibccoaching.com.br/portal/coaching/o-que-e-coaching-e-mentoring

MATTA, Vilela da, (2016) disponível em:

https://www.sbcoaching.com.br/blog/tudo-sobre-coaching/o-que-e-mentoring/


RESENDE, Leandro. Empresários formam grupos de networking para driblar a crise. 2016. Disponível em: http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/economia/2016/02/13/EMPRESARIOS-FORMAM-GRUPOS-DE-NETWORKING-PARA-DRIBLAR-A-CRISE.htm

SANTOS, Sândro Pereira. Vencer é questão de decisão! Disponível em:

http://blog.vitall-log.com.br/2016/08/16/vencer-e-questao-de-decisao/

SITE, Investidor de Portugal. Disponível em:

http://investidor.pt/mediadores-ou-corretores-de-negocios-business-brokers-em-portugal

SITE, Anjos do Brasil. Disponível em:

http://www.anjosdobrasil.net/artigos.html - http://blog.anjosdobrasil.net/2016/07/investimento-anjo-no-brasil-tem.html

RUFINO, Italo. Como os investidores pensam. Disponível em:

http://exame.abril.com.br/pme/como-os-investidores-pensam/ - ÍTALO RUFINO


APÊNDICE


ANEXO 01


Artigo de graduação do curso de Tecnologia em Gestão Comercial

CONFRARIAS - NETWORKING COMO NEGOCIO

O presente questionário, será apenas de uso exclusivo para o estudo de caso do artigo em questão, em caráter confidencial, por isso a não identificação dos entrevistados, não será divulgado entre os demais empresários e/ou mídias.

Pedimos a colaboração para que os estudos deste artigo sejam dotados de fatos reais que responda com toda a sinceridade.

Obrigada por contribuir com este trabalho científico.

Questionário sobre o evento

1 - Das alternativas abaixo, o que um empresário e/ou empreendedor busca encontrar num evento de networking:

A ( ) Conhecer novos negócios e ampliar seus contatos. Por quê?

B ( ) Palestras de orientação do cenário atual e perspectivas. Por quê?

C ( ) Contribuições de áreas pertinentes às empresas. Por quê?

D ( ) Cases de Sucesso. Por quê?

E (  ) Outro. Por quê?

2 – Dentre as alternativas acima escolhida, identifique o melhor público para estar entre eles num evento:

A ( ) START UPS (Empresas criadas com baixo investimento e com alto potencial de retorno rápido). Por quê?

B ( ) Empresas iniciantes e/ ou micro empresários. Por quê?

C ( ) Empresas de Médio Porte (com uma fatia de mercado mas ainda estabelecendo seu lugar) . Por quê?

D ( ) Empresas de Grande Porte (com marca consolidada) . Por quê?

4 – Qual o serviço gostaria de encontrar num evento como estes:

A ( ) Consultoria RH, Contador e Finanças. Por quê?

B ( ) Consultoria Designer Gráfico, Marketing e Comunicação. Por quê?

C ( ) Consultoria contador, TI e Investidores. Por quê?

D ( ) Consultoria Supply Chain, Comércio Exterior e Canais de venda. Por quê?

E (  ) Outro. Por quê? _________

5 – Descreva qual sua percepção de um evento como este?

6 – Qual o seu real interesse em participar de um evento com essa configuração?





7 – Em qual das modalidades abaixo você se encaixaria e por quê?

A ( ) Apoiador (investimento entre R$ 1.000 e R$ 5.000,00), porque_________________________________________________________

B ( ) Patrocinador Premium (Visibilidade em alguns materiais, exposição da marca em mídias tradicionais - investimento médio de R$ 10.000,00) porque _______________________________________________________________

C ( ) Patrocinador Master ( Visibilidade em todo material do evento, exposição da marca em mídias tradicionais e alternativas - investimento médio de R$ 30.000,00) porque _______________________________________________________________

D (  ) Outro: _______________________________________________________________

08 – Você gostaria de interagir num evento como este? Como?


09 - Qual o melhor local para sediar este tipo de evento?

10 – Você pagaria quanto para ser plateia de um evento como este?

11 - Localização:

(  ) Porto Alegre ( ) Canoas

( ) Gravataí ( ) Cachoeirinha

(  ) Glorinha ( ) Outra cidade:______________________

12 - Qual o tipo de enquadramento social da empresa?

(  ) Microempreendedor Individual

(  ) Empresa de Pequeno Porte

(  ) Empresa de Grande Porte

( ) Micro empresa

( ) Empresa de Médio Porte

( ) Associação ou Cooperativa

13 - Você possui mais alguma consideração/sugestão a ser realizada para a pesquisa?


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